14/03/09

Vale a pena pensar nisto...


Gandhi. Uma figura que, à primeira vista, nada tem de especial. Figura franzina e despojada de bens materiais valiosos. Estudou Direito em Londres e exerceu a profissão de advogado na África do Sul e é aqui que Gandhi acaba por permanecer vinte anos na defesa da minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos. Como forma de revolução utilizou a não violência. De volta a Índia em 1915, Gandhi passou a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana na luta pacífica pela independência indiana. O uso da não violência baseava-se no uso da desobediência civil. Esta forma de protesto valeu-lhe o encarceramento em prisões, algumas das vezes condenado a trabalhos forçados. A sua luta era tão sómente por um país livre do domínio inglês e muitas vezes usou o jejum como protesto e o boicote à compra de produtos estrangeiros. A 15 de Agosto de 1947 a India torna-se independente, a mesma que se dividira em dois Estados independentes: a Índia - predominantemente hindu - e o Paquistão - predominantemente muçulmano. Em 30 de Janeiro de 1948 Gandhi é assassinado.
Gandhi nunca recebeu o
prêmio Nobel da Paz, apesar de ter sido indicado cinco vezes entre 1937 e 1948. Décadas depois, no entanto, o erro foi reconhecido pelo comitê organizador do Nobel.
Quando o Dalai Lama
Tenzin Gyatso recebeu o prêmio em 1989, o presidente do comitê disse que o prêmio era "em parte um tributo à memória de Mahatma Gandhi".
Sobre Gandhi,
Albert Einstein disse que as gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a Terra.
Na passada semana vimos e ouvimos através dos noticiários que os seus óculos e outros objectos pessoais foram vendidos por 1 milhão e 500 mil euros. Um indiano comprou-os a um museu inglês com o argumento de os devolver à India, onde pertenciam.
Pessoalmente, não é o valor dos objectos que me surpreendem. É o facto de ele “continuar vivo”. Uma pessoa que nada tinha, conseguiu dar um país a milhões de pessoas para que o chamassem de seu! Concordo com Einstein.