22/09/08

Aquele Destino...


Lá ao longe, no meio da multidão,
Avistei uns olhos, eram os teus!
No meio de tanta gente,
De uma multidão ausente,
Eu sabia que eras tu!
Nem sabes onde vais,
Porque teimas em fugir.
Não irei atrás de ti,
E se aqui me perdi,
Foi atrás dos olhos teus!
Tracei assim, a espera demorada.
De sol nascente a poente,
De lembranças eu dormia,
E de noite apenas via,
O teu rosto do meu lado.
Não vale a pena esperar,
Por quem nunca será meu.
Recordo apenas teus olhos,
As lembranças são aos molhos,
Esqueci aquele caminho.



Maria

01/09/08

A Sombra

Fizes-te do teu o meu caminho;
Sem perceberes, eu era a tua esperança,
Rodeada de beirais formosos,
Onde não cabem riachos de tristeza.
Fizes-te de mim a tua poeta, que te canta,
e te encanta com a luz das palavras.
Fizes-te dos meus olhos o teu reflexo,
Como o brilho do Sol que te queima,
E que te aqueçe nas noites mais frias.
Fizes-te dos teus os meus fantasmas
Que me visitam em sonhos,
A quem procuro não dar guarida.
Fizes-te dos meus braços o teu conforto,
Sem te aperceberes que tudo não abarcavam,
E que expiavam de cansaço quando adormecias.
Fizes-te das tuas noites os meus dias,
E dos teus dias as minhas noites,
Para que não existisse escuridão do teu lado.
Fizes-te com que o teu coração
Fosse completo em mim e não em pedaços nos dois
Para que, pelo menos, um sobrevivesse.
Se crês em tudo isto, vale a pena viver do teu lado.
Mas, tal como a andorinha regressa na primavera,
Irá querer partir no outono.
O seu ninho fica para quando voltar,
Porque sempre será primavera no seu coração.

Maria