12/02/09

Velhos...



Sou o que resta de um passado
Num presente mal-tratado,
E um futuro mais que incerto.
Vou percorrer mais avenidas
Ganhar batalhas perdidas,
Inventar um rumo certo.
Mas, se quiserem que eu me vá embora
Não me digam que eu fico de fora,
Só por estar no fim de uma longa carreira.
E nesta hora em que a luz se apaga
Vai-se o dia e o silêncio acaba,
E eu vou ficar sózinho sem ninguém à beira.
Sou aos olhos de muita gente
A figura decadente,
Neste banco junto ao rio.
Vou lançar olhares a quem passa
Ver a água correr sem pressa,
Deixar que me visitem as pombas.

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